Censura Às Vésperas da Eleição: O Que o STF Fez Com o Marco Civil da Internet É o Maior Ataque à Liberdade de Expressão da Nossa História
Não é exagero. Não é paranoia. É o Brasil virando um caso único no mundo — e não no bom sentido.
Vou te contar algo que poucos veículos tiveram a coragem de dizer com todas as letras.
Com a decisão recente do STF, o Brasil se tornou um caso único no mundo, sendo o primeiro país em que o Judiciário tomou as rédeas do tema e aprovou por si próprio as regras para o controle do discurso nas redes sociais. Sem o Congresso. Sem debate popular. Sem o voto de nenhum representante que você elegeu.
Nem a Venezuela fez isso assim.
Por 8 votos a 3, o STF decidiu que as plataformas que operam as redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários, derrubando o Artigo 19 do Marco Civil da Internet, norma que estabelecia os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. O dispositivo original foi criado justamente para proteger a liberdade de expressão. Os ministros jogaram fora.
E agora, a dança recomeçou.
Na sessão desta semana, o STF avançou na discussão sobre a responsabilidade das plataformas digitais, em julgamento que analisa embargos de declaração sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet. O ministro André Mendonça alertou que a regra pode gerar censura por um “efeito inibitório” das big techs. Em bom português: as plataformas, com medo de serem punidas, vão apagar qualquer coisa que pareça polêmica. Sem aviso. Sem recurso. Sem explicação.
O seu post sobre família, sobre fé, sobre valores conservadores — pode sumir amanhã.
A decisão do STF que ampliou o controle sobre conteúdos nas redes sociais provocou alerta na direita: a censura em 2026 pode ser ainda mais severa que nas eleições anteriores. Políticos, pré-candidatos e estrategistas debatem se vale confrontar abertamente os abusos do Judiciário ou adotar autocensura para sobreviver eleitoralmente.
Pense bem no que isso significa. Candidatos conservadores pensando em se autocensurar para sobreviver. Isso não é democracia. Isso é intimidação institucional.
O principal motor da reação que cresce no Brasil é a preocupação com decisões judiciais que normalizam a censura prévia, atos do governo que ameaçam a liberdade nas redes sociais e pressões institucionais para calar discursos políticos. Grupos estão se organizando. A sociedade civil conservadora está acordando.
Mas o relógio corre. A eleição é em outubro. E o calendário do STF não é coincidência.
Como mãe, como brasileira, como jornalista — eu te pergunto: você vai deixar silenciarem a sua voz antes de você poder votar?
Porque se você ficar quieta agora, talvez não tenha mais a chance depois.