O ROMBO QUE PODE CUSTAR SUA CASA: o segredo bilionário escondido dentro do banco que leva o nome da nossa cidade

Enquanto o candango comum se preocupa em pagar as contas do mês, uma bomba financeira do tamanho de todo o orçamento de vários anos de investimento em saúde e educação estava sendo costurada dentro do Banco de Brasília — o BRB, aquele mesmo banco que estampa o nome no peito do Flamengo e no autódromo da nossa cidade.
O erro que ninguém quer assumir
Foi em 2025 que o BRB comprou 58% do capital do Banco Master, pagando R$ 2 bilhões. Parecia negócio de banco grande. O problema é que o Master quebrou, foi liquidado pelo Banco Central, e agora o rombo real das operações entre as duas instituições, segundo depoimento de um diretor do próprio Banco Central à Polícia Federal, pode passar de R$ 5 bilhões — mais do que o patrimônio líquido inteiro do BRB. É dinheiro que, direta ou indiretamente, é da população do Distrito Federal, dona do banco público.
O que pouca gente sabe: sua casa pode estar na jogada
Para tapar o buraco, o governo aprovou uma lei que autoriza usar imóveis públicos e ativos estratégicos como garantia de uma capitalização de até R$ 6,6 bilhões — incluindo terrenos que a Terracap poderia usar para construir empreendimentos na Serrinha do Paranoá. A própria Consultoria Legislativa da Câmara Legislativa do DF alertou para uma “extensa lista de fragilidades” no projeto, citando falta de estudos técnicos e o risco de uma “transferência relevante de riqueza pública sem adequada mensuração”. Ou seja: o patrimônio que deveria ser da próxima geração de brasilienses virou moeda de troca às pressas, numa votação apertada na CLDF.
A polêmica que virou pedido de impeachment
A oposição não ficou quieta. Cinco partidos protocolaram no STJ um pedido de afastamento do então governador Ibaneis Rocha, e um pedido de impeachment chegou a ser registrado na Câmara Legislativa. O ex-presidente do BRB, ouvido pela Polícia Federal, tentou se distanciar da tese de que as compras de carteiras do Master serviam para socorrer um banco em colapso — mas anotações internas apreendidas pela PF, segundo reportagens, dizem outra coisa.
Urgência: isso decide a eleição de outubro
O caso virou munição de campanha. Levantamentos recentes mostram a atual governadora Celina Leão à frente na disputa pelo Palácio do Buriti, mas o adversário José Roberto Arruda cola atrás — e o rombo do BRB já apareceu nos planos de governo dos concorrentes, com promessas de auditoria pública em até 90 dias caso a oposição vença. Ou seja: o resultado das urnas em outubro pode decidir quem investiga — ou quem protege — quem tomou essas decisões.
Por que isso é assunto de família, não só de banco
Não é “problema de economista”. É o dinheiro que poderia estar em creche, em posto de saúde, em segurança pública no Distrito Federal sendo usado, segundo técnicos da própria Casa Legislativa, sem garantia de retorno. É o patrimônio da capital do país — a nossa capital — em jogo por decisões tomadas longe dos holofotes.
O Caixeta News vai continuar de olho nesse caso. Guarde essa matéria: em outubro, ela pode explicar o resultado da eleição para o governo do DF.