Lula foge do primeiro debate. O que ele não quer que você veja antes da eleição

Domingo à noite, enquanto o país esperava o primeiro confronto direto da corrida presidencial de 2026, dois nomes simplesmente não apareceram. Lula, candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro, principal adversário nas pesquisas, deixaram os púlpitos vazios no estúdio da Band, em São Paulo. Quem foi pra cima, respondeu, se expôs? Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury.
Não é a primeira vez que um presidente foge de um debate para não arriscar o próprio discurso. Em 2006, foi a vez de Lula faltar a um confronto pela primeira vez na história eleitoral do país. Duas décadas depois, o roteiro se repete: quando a pressão aperta, o silêncio vira estratégia.
A justificativa oficial? O entorno do presidente alega que o “equilíbrio” do debate estaria comprometido, e que participar significaria virar alvo isolado dos concorrentes. Só que, para quem acompanha a política de perto, essa resposta levanta mais perguntas do que respostas. Se o governo tem resultados para defender, por que evitar o palco? Se a proposta é boa, por que não sustentá-la ao vivo, sem cortes, diante do eleitor?
Flávio Bolsonaro seguiu o mesmo caminho, alegando que só entraria em debates com a presença do petista. Resultado: o primeiro grande palco da campanha de 2026 ficou nas mãos de quem topou aparecer, e o eleitor de família, que só quer entender em quem está votando, ficou sem ver frente a frente os dois nomes que lideram as pesquisas.
Fica a pergunta que não quer calar: o que motiva tanto silêncio às vésperas de uma eleição decisiva para o futuro do país? A urna se aproxima, e quem se esconde do debate também está, de certa forma, debatendo — só que pelas costas do eleitor.