Mais da metade do país não confia mais nem no Congresso, nem no STF

Tem pesquisa que vira só mais um gráfico esquecido. E tem pesquisa que devia ser lida em voz alta, devagar, pra cada família entender o tamanho do que está sentindo — e descobrir que não está sozinha.
O instituto Futura divulgou nesta semana um retrato que resume, com número redondo, o que muita gente já sentia no peito e não sabia como provar: 62,4% dos brasileiros reprovam o trabalho do Congresso Nacional, e 52,1% reprovam a atuação do STF. Maioria absoluta rejeitando os dois poderes que deveriam representar a vontade do povo.
Dá pra achar que isso é “normal”
Tem gente acostumada a ouvir número de reprovação e já passar direto pra próxima notícia, como se fosse sempre assim, como se política fosse sinônimo de rejeição. Esse é o erro. Não é normal. É sintoma.
Quando mais da metade da população desconfia da Corte que devia zelar pela Constituição, e mais de 6 em cada 10 brasileiros reprovam quem eles mesmos elegeram pra fazer as leis, alguma coisa quebrou na relação entre quem manda e quem obedece.
O que os números escondem — e que ninguém quer admitir em rede nacional
Repara no detalhe: só 26,1% aprovam o Congresso. Só 36,3% aprovam o STF. Ou seja, quem defende essas instituições hoje é minoria em dobro. E mesmo assim, seguem funcionando como se tivessem carta branca — decidindo o rumo de leis aprovadas por voto popular, atropelando prazo, atropelando gente.
Não é papo de quem “não entende de política”. É matemática. É o próprio povo dizendo, com clareza, que não reconhece mais essas instituições como representantes legítimos da sua vontade.
Pior é que não é achismo, é pesquisa registrada
Antes que alguém tente desqualificar o resultado: essa não é enquete de rede social. São 2 mil entrevistas por telefone, feitas entre 3 e 7 de agosto, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de confiança — devidamente registrada no TSE, sob protocolo próprio. É pesquisa séria, sobre um sentimento que também é sério.
A polêmica que ano eleitoral só vai aumentar
Estamos em 2026, ano de eleição geral, com Congresso, governadores e Presidência em disputa em outubro. E o eleitor chega às urnas desconfiado dos dois poderes que mais concentraram atenção nos últimos anos: o Legislativo que aprova, veta, derruba veto — e o Judiciário que decide, por cima de tudo isso, o que vale e o que não vale.
Cada novo capítulo dessa queda de braço entre poderes só reforça a mesma pergunta que a pesquisa começa a responder: quem, afinal, ainda representa o cidadão comum?
Outubro está batendo na porta
Faltam menos de dois meses pro primeiro turno. E o brasileiro chega a essa eleição carregando uma desconfiança que os números agora provam ser majoritária, não isolada. Isso é recado. Recado para quem governa, recado para quem legisla, recado para quem julga — e recado, principalmente, pra quem vai decidir com o voto quem merece continuar no poder.
A transformação que só depende de uma coisa: participação
Reprovar em pesquisa é fácil. Difícil é transformar essa insatisfação em mudança real — e isso só acontece de um jeito: informação de verdade circulando dentro de casa, discussão franca na mesa de jantar, e voto consciente em outubro.
E você: confia mais no Congresso, no STF, nos dois, ou em nenhum dos dois? Comenta aqui embaixo — o Caixeta News quer saber a opinião de quem realmente sente esse país na pele.