A Itália disse o que o Brasil tem medo de ouvir: Moraes não é imparcial
A Corte de Cassação italiana recusou a extradição de Carla Zambelli e mandou um recado devastador para Brasília — e a grande mídia preferiu engolir em seco.

Você já parou para pensar o que significa um tribunal europeu, de um país aliado, negar uma extradição porque o sistema judicial do Brasil não oferece garantias mínimas de imparcialidade? É exatamente isso que aconteceu. E aconteceu esta semana.
A Corte de Cassação da Itália — o mais alto tribunal daquele país — rejeitou o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, que estava refugiada em Portugal, sob o argumento de que os processos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Brasil apresentam uma “concentração anômala de funções investigatórias e jurisdicionais em torno de uma única figura”. Em linguagem simples: um único homem acusou, investigou, decretou prisão e julgou. E os italianos perceberam isso.
“Concentração de funções investigatórias e jurisdicionais em torno da figura do Ministro Alexandre de Moraes.” — Corte de Cassação da Itália, junho de 2026.
Com base nessa decisão, o líder da Oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou na quarta-feira (17) mais um pedido de impeachment contra Moraes — o de número 52. Assinado também pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o documento foi enviado diretamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Cinquenta e dois pedidos. Nenhum sequer chegou a ser analisado. O presidente do Senado simplesmente os engaveta. A população reclama, os deputados protestam, a Europa se recusa a extraditar — e Alcolumbre não move uma vírgula.
O erro que ninguém quer admitir é simples: enquanto o Brasil ficar fingindo que tudo está bem, o custo desta omissão vai crescendo. A credibilidade do Judiciário brasileiro está sendo esfarelada não por quem pede o impeachment, mas por quem o ignora. A pergunta que fica é: até quando?
Para as famílias brasileiras que acreditam em Deus, em liberdade e no respeito às instituições — não a estas instituições capturadas, mas às que deveríamos ter —, a decisão italiana é um espelho. Incômodo, mas necessário.