CELINA x IBANEIS: O RACHA QUE A DIREITA DE BRASÍLIA TENTOU ESCONDER — E QUE PODE MUDAR TUDO EM 2026
Tem uma história acontecendo em Brasília nesse final de tarde que a maioria dos portais nem percebeu ainda. Mas eu percebi. E você precisa saber.
Enquanto o Brasil discute Copa do Mundo, o tabuleiro político do Distrito Federal está sendo virado de cabeça pra baixo. E quem vai sofrer as consequências é exatamente o eleitor conservador, o eleitor de família, o eleitor que acredita que a direita unida pode mudar o Brasil.
Eles não estão unidos. E a bomba está prestes a explodir.
O erro que a direita do DF cometeu e não quer admitir
Vou te contar um segredo que circula nos bastidores do Palácio do Buriti há semanas.
O acordo negociado antes do escândalo BRB-Master reservava uma vaga ao Senado no palanque de Celina Leão para Ibaneis Rocha e outra para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Um plano bonito, arrumado, costurado com cuidado durante meses. Direita unida, família forte, Brasília conservadora, candidaturas complementares.
Só que ninguém contava com o Caso Master.
O ex-governador Ibaneis Rocha declarou publicamente seu distanciamento político da atual governadora, Celina Leão, citando “muitas decepções” acumuladas desde que deixou o Palácio do Buriti. A reação de Celina foi imediata: a governadora rebateu afirmando que “sucessão nunca será submissão” e apontou ter herdado problemas fiscais complexos na máquina pública, incluindo a recente crise que envolve o Banco de Brasília.
A frase que Celina usou não foi por acaso. Foi uma declaração de guerra. E a guerra é real.
O que está por trás da briga — o segredo que ninguém está contando direito
A maioria dos veículos está noticiando isso como uma briga de egos políticos. Não é. É muito mais fundo.
O problema de verdade tem nome, sobrenome e CPF: BRB. Banco de Brasília. O banco público do Distrito Federal que, sob gestão do governo Ibaneis, comprou do Banco Master — investigado como a maior fraude financeira da história brasileira — um volume absurdo de ativos. Investigadores têm a expectativa de que a delação detalhe como o banco público comprou aproximadamente R$ 12 bilhões em produtos do Master que nenhum outro banco aceitava. O que se acreditava serem “títulos podres” se revelaram, segundo as apurações, títulos fraudulentos, que nem sequer existem. Essa operação gerou rombo financeiro severo no BRB, que ainda não conseguiu publicar seu balanço financeiro de 2025.
Leia de novo: títulos que nem sequer existem. Doze bilhões de reais. Do banco público de Brasília. Do dinheiro do povo do Distrito Federal.
E agora Ibaneis quer uma vaga ao Senado.
A transformação que mudou tudo
Ibaneis foi o principal fiador político da tentativa frustrada do BRB de comprar o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Apesar de a operação ter sido barrada pelo Banco Central, o BRB segue com um rombo nas contas por causa da compra de ativos e carteiras de crédito fraudulentas do Master.
Celina Leão herdou esse rombo. E ela não está calada.
“Eu fui pega de surpresa com a fala dele de decepção. Com a situação precária em que ele me deixou o estado, ele tinha que estar muito orgulhoso, porque eu estou conseguindo pagar as contas”, disse a governadora à reportagem.
É aqui que a história fica ainda mais explosiva.
A delação que pode mudar o jogo — para sempre
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que negocia um acordo de delação premiada, afirma possuir mensagens, documentos e registros que comprometeriam diretamente o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. Costa sustenta que decisões relacionadas às operações financeiras entre o BRB e o Banco Master teriam partido do então chefe do Executivo local.
Mensagens interceptadas mostrariam o ex-presidente do BRB sugerindo a Vorcaro que precisava “alinhar o discurso” com o ex-governador para enfrentar questionamentos sobre as transações.
“Alinhar o discurso.” Com o então governador. Sobre uma operação bilionária com dinheiro público. Num banco que comprou ativos que não existiam.
Isso não é coincidência. Isso é um fio que, quando puxado, pode desfazer anos de construção política.
O caso de Ibaneis Rocha é o mais evidente, a ponto de provocar um racha com a governadora Celina Leão, com reflexos no grupo político que sustentou os dois últimos governos no Distrito Federal. Uma possível delação de Paulo Henrique Costa é vista como a pá de cal para as pretensões de Ibaneis ao Senado.
O que os aliados estão dizendo nos bastidores — e por que isso importa para você
Fui atrás dos bastidores. E o que ouço é preocupante para quem quer ver a direita forte em outubro.
“As pessoas não têm coragem de defender, nesse momento, o governador Ibaneis. A imagem dele está ruim, com essa questão do BRB e do Banco Master”, desabafou um parlamentar aliado.
“Se ela for com Ibaneis, eu votarei no ex-governador Ibaneis e na Michelle Bolsonaro, mas não farei campanha para ele”, afirmou outro aliado.
Estão com o pé atrás. Silenciosos. Esperando a delação de Paulo Henrique Costa — e com razão.
A autoridade que fala: o que os investigadores sabem
Deputados cobram aprofundamento das investigações e afirmam que o ex-presidente do BRB teria informações sobre o destino dos recursos e sobre quem foi beneficiado financeiramente pelas operações investigadas. “É claro e é óbvio que as pessoas receberam por isso. É importante que o Paulo Henrique possa esclarecer todos os detalhes, porque, como ele disse, ele sabe onde está o dinheiro, ele sabe onde está o dinheiro no exterior”, afirmou o deputado Rollemberg no plenário.
Ele sabe onde está o dinheiro. No exterior.
O que isso significa para a família brasiliense
Aqui chegamos ao ponto que mais me incomoda — e deveria incomodar você também.
O BRB não é um banco qualquer. É o banco do servidor público do DF. É o banco onde o funcionário público de Brasília recebe o salário. É o banco que financia o pequeno empreendedor, o comerciante, a família de classe média que mora no Guará, em Taguatinga, no Recanto das Emas.
E esse banco ficou com um rombo gigantesco. Com um balanço que não sai. Com uma gestão que comprou títulos que não existiam. E os responsáveis políticos por essa decisão querem voltar ao poder em outubro.
Isso é o que está em jogo nessa briga entre Celina e Ibaneis. Não é vaidade. Não é ego. É o dinheiro público do brasiliense.
O que vem por aí — e por que é urgente
Integrantes do próprio MDB reconhecem que o tema BRB-Master poderá ser explorado durante a campanha eleitoral. Isso é eufemismo. Será a bomba da campanha.
A expectativa dos investigadores é de que a colaboração de Paulo Henrique possa ser robusta, diferente das duas propostas apresentadas por Vorcaro, que tentou poupar autoridades e nomes influentes dos Três Poderes da República.
Quando essa delação sair — e ela vai sair — o mapa político do Distrito Federal vai ser outro. Os nomes que aparecerem vão carregar esse peso até outubro. E o eleitor vai precisar decidir o que faz com essas informações.
Você, que é conservador de verdade, que acredita em família, em dinheiro público bem usado, em gestão honesta — você merece saber disso agora. Não na véspera da eleição.
Fica de olho. A bomba está com o pino parcialmente puxado.
Fontes: Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Jornal Opção, Expressão Brasiliense, Atualidade Política, Jornal Além Parahyba, Ric.com.br — 23/06/2026.