Começa a última semana. E amanhã ninguém pode mais ser preso

O calendário não perdoa: hoje começa oficialmente a última semana de campanha antes do primeiro turno de 2026, e os 11 candidatos ao Governo do Distrito Federal já entraram no que os assessores chamam de “modo final”, com agenda apertada de entrevistas, reuniões e últimos atos de rua até sábado.
Mas o destaque de hoje não é só político, é jurídico, e vale para toda família brasiliense: a partir de amanhã, terça-feira, começa a valer a proteção mais ampla do calendário eleitoral. Cinco dias antes da votação, nenhuma eleitora ou eleitor pode ser preso ou detido por qualquer autoridade, salvo exceções bem específicas previstas em lei. É uma camada extra de segurança, para além da imunidade que já protegia os candidatos desde 19 de setembro, agora estendida a quem vai simplesmente exercer o direito de votar.
Outro prazo que se encerra justamente hoje, e que pouca gente comenta: institutos de pesquisa que queiram divulgar levantamentos no próprio dia da eleição precisam ter concluído o registro no sistema PesqEle até esta segunda-feira. Depois de hoje, qualquer pesquisa nova para divulgação no dia 4 de outubro simplesmente não pode mais ser registrada. Ou seja, a partir de agora, os números que você vai ver até domingo são, em grande parte, os últimos antes do silêncio das urnas.
Para o Distrito Federal, especificamente, a corrida ao Palácio do Buriti segue com Celina Leão na liderança, mas com José Roberto Arruda ainda brigando na Justiça pela candidatura, e outros nove nomes disputando espaço nessa última semana decisiva. Vale reforçar: a partir de amanhã, também não é permitido oferecer transporte gratuito com finalidade eleitoral, embora o uso de transporte coletivo regular, táxi, aplicativos e veículo particular para deslocamento próprio e da família continue liberado normalmente.
Fica o alerta prático para esta segunda-feira: separe seu título de eleitor ou baixe o aplicativo e-Título, confira o local de votação, e aproveite os últimos dias para conversar em casa sobre os seis votos que vão definir Brasília e o Brasil a partir de 4 de outubro. A reta final começou, e ela é curta.