TSE barra Marçal a 3 semanas da eleição. Censura ou lei cumprida?

O que a Justiça Eleitoral não te contou direito: nesta sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral fechou a porta para Pablo Marçal disputar a Presidência em outubro. O nome que vinha ganhando espaço entre eleitores cansados da política tradicional foi barrado por unanimidade, sob a justificativa de que faltou comprovação de filiação partidária dentro do prazo.
É aqui que mora o erro comum de quem acompanha política só pela manchete: parece só burocracia. Mas por trás da papelada, há um efeito prático gigantesco. Doze chapas seguem confirmadas para a disputa de outubro, e o eleitor que via em Marçal uma alternativa fora do jogo de sempre fica, mais uma vez, sem essa opção na urna.
A própria Justiça Eleitoral já havia proibido Marçal de fazer campanha, participar de debates e aparecer no horário eleitoral, enquanto o julgamento definitivo não saía. Ou seja: mesmo antes da decisão de sexta, o candidato já estava com as mãos amarradas. Para a família brasileira que só quer entender quem pode ou não pode governar o país, fica a sensação de que as regras do jogo mudam na marra, faltando poucas semanas para a votação.
O prazo final para a Justiça Eleitoral fechar todos os registros de candidatura é justamente nesta segunda, 14 de setembro. Ou seja: o caso Marçal é só o primeiro de uma sequência de decisões que ainda vão sacudir a corrida presidencial antes de outubro.
Fica a pergunta que incomoda: quantos outros nomes vão desaparecer da disputa nos próximos dias, sem que o eleitor tenha tempo de reagir?