O clima de perseguição política em Brasília ganhou contornos ainda mais dramáticos nas primeiras horas do dia de hoje. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se formalmente contra o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, buscando fechar as portas para qualquer tentativa de reabilitação jurídica imediata do ex-presidente. Quase simultaneamente, o ministro Alexandre de Moraes emitiu um despacho urgente, dando um prazo de apenas 24 horas para que os advogados do líder conservador expliquem as circunstâncias da apreensão de uma arma de fogo registrada que estava em posse de um militar de sua antiga equipe de segurança. O pretexto levantado nos bastidores é a reavaliação das condições de sua restrição de liberdade.
O leitor atento deve se perguntar: por que uma arma legalmente registrada, encontrada em uma fiscalização de rotina com um terceiro, ganha contornos de crise nacional de uma hora para outra? Qual é a verdadeira urgência por trás dessa movimentação coordenada?
O mistério se desfaz quando analisamos o atual momento político do país. Pesquisas internas que circulam reservadamente nos gabinetes de Brasília mostram que a insatisfação popular com a condução econômica e social do atual governo atinge níveis alarmantes. A figura de Jair Bolsonaro continua sendo o maior polo de aglutinação das massas e o principal símbolo de resistência conservadora. Diante do enfraquecimento da atual gestão, o sistema entra em modo de desespero. Qualquer fato, por menor ou mais corriqueiro que seja, é inflado artificialmente pela militância midiática para justificar medidas coercitivas ainda mais duras. A urgência não é jurídica; é política. O objetivo é manter o ex-presidente sob constante ameaça de prisão para tentar desmobilizar a base patriótica que se prepara para dar uma resposta firme nas próximas eleições.