CELINA VAI À SABATINA COM 20 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE GRASS

Nesta quarta-feira, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) se sentam, em dias separados, diante das câmeras do Jornal de Brasília para a segunda rodada de sabatinas do segundo turno — Celina abre hoje às 10h30, Grass vem amanhã. Perguntas enviadas pela própria população do DF, transmissão ao vivo pelos canais digitais do jornal. É o tipo de encontro que separa quem tem projeto de quem só tem discurso.
E Celina chega a esse encontro embalada por mais um número favorável: a pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quarta e com coleta entre os dias 9 e 13 de outubro, deu a ela 60% dos votos válidos contra 40% de Grass — uma vantagem de 20 pontos que, segundo a própria margem de erro do instituto (2 pontos para mais ou para menos), resiste mesmo no cenário mais pessimista para a governadora. São 1.600 eleitores entrevistados, por telefone e recrutamento digital, registro no TSE sob protocolo DF-01170/2026.
É a terceira pesquisa divulgada só nesta semana apontando na mesma direção: depois da Quaest/Globo de segunda-feira (53% a 33%), chegou agora a Real Time Big Data confirmando — e até ampliando — a distância entre os dois candidatos. Três institutos diferentes, metodologias diferentes, e o mesmo recado sendo repetido ao eleitor do Distrito Federal: a corrida, por enquanto, tem um favorito claro.
É justo registrar o outro lado da sabatina também: Grass tem repetido, com razão, que “quem decide o resultado é o povo” e que as pesquisas do primeiro turno “não se confirmaram” — lembrando, claro, que ele mesmo também não bateu as próprias expectativas quando o resultado real saiu das urnas em 4 de outubro. Sua estratégia de campanha segue firme, com aproximação de eleitores de outros candidatos e presença ao lado do presidente Lula na Feira Central de Ceilândia na semana passada. É a disputa democrática funcionando como deve: um lado defende a continuidade com números na mão, o outro corre atrás com discurso de mudança. Caberá ao eleitor decidir, como sempre.
Mas a sabatina de hoje chega num momento em que a pergunta não é mais “quem lidera”, e sim “o que pode, de fato, mudar esse quadro em 11 dias”. Até agora, pesquisa após pesquisa, a resposta tem sido a mesma.