Fernando Caixeta chega à reta final e quer ser o sucessor de Manzoni na CLDF.

A disputa pelas 24 cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal entra na fase mais decisiva com um cenário pulverizado, marcado pela presença de candidatos de perfis bem diferentes. Entre os nomes que buscam espaço nessa corrida está Fernando Caixeta, do Partido Liberal, que chega a esta eleição com uma trajetória mais madura e uma estrutura de campanha bem distinta daquela que marcou sua primeira passagem pelo processo eleitoral.
Servidor público federal, com formação superior e vivência construída dentro da própria administração pública, Caixeta apresenta o conhecimento dos mecanismos do Estado como seu maior diferencial. A proposta é simples de entender: levar para dentro do Legislativo a fiscalização, o planejamento e a cobrança por resultado que ele já pratica no dia a dia do serviço público. A candidatura está deferida pela Justiça Eleitoral e registrada sob o número 22321.
Um dos sinais mais fortes dessa reta final aparece justamente na relação entre Caixeta e Thiago Manzoni, hoje deputado distrital que deixa a CLDF para disputar a Câmara dos Deputados. Em vídeos que circulam nas redes sociais, o próprio Manzoni aparece indicando Fernando Caixeta como o nome que pretende dar continuidade ao seu trabalho na Câmara Legislativa, um aceno direto ao eleitorado que acompanhou a atuação de Manzoni nos últimos anos e agora busca para quem transferir esse voto.
A defesa de uma administração mais eficiente ocupa o centro do discurso de Caixeta: menos burocracia, mais tecnologia, mais transparência e melhor aplicação do dinheiro público, sempre com o argumento de que o cidadão precisa sentir, na ponta, o resultado do que é arrecadado, seja na saúde, na educação, na segurança ou na mobilidade.
O empreendedorismo também entra na pauta, com propostas para facilitar a abertura e a manutenção de pequenos negócios, reduzir entraves burocráticos e aproximar o poder público de quem produz e gera emprego no Distrito Federal. Some-se a isso a defesa da família, da primeira infância e da educação como eixo de transformação social, pautas que ajudam a explicar a proximidade de Caixeta com lideranças importantes do PL.
É justamente esse novo ambiente político que diferencia a candidatura de 2026: além da indicação direta de Manzoni, Caixeta também aparece ao lado de Bia Kicis, que acompanhou momentos importantes da construção de sua campanha, e viu seu nome integrado ao grupo político de Michelle Bolsonaro. Mais do que uma composição eleitoral, essa aproximação amplia a interlocução de Caixeta dentro do campo conservador do DF.
Na rua, a estratégia se traduz num comitê itinerante, que roda diferentes regiões administrativas, levando o candidato para perto do eleitor que normalmente fica fora do circuito dos grandes eventos. Adesivaços, encontros com apoiadores e ações conjuntas com outros candidatos do PL completam o esforço de ampliar a presença territorial da campanha.
Na eleição proporcional, cada voto nominal soma também para o desempenho da legenda, o que torna essa reta final decisiva não só para Caixeta, mas para todo o campo que ele representa, especialmente agora que carrega o aceno público de quem deixa a cadeira que ele disputa. A palavra final, agora, é do eleitor, no domingo.ara o desempenho da legenda, o que torna essa reta final decisiva não só para Caixeta, mas para todo o campo que ele representa. A palavra final, agora, é do eleitor, no domingo.