CELINA DISPARA NO DF: 60% A 40% CONTRA GRASS NOS VÁLIDOS

A primeira Datafolha do segundo turno no Distrito Federal saiu nesta quinta-feira, e o recado para quem apostava numa disputa apertada no Buriti foi claro: Celina Leão (PP) aparece com 55% das intenções de voto, contra 37% de Leandro Grass (PT) — 5% de brancos e nulos e 3% de indecisos. Entre os votos válidos, a vantagem é ainda mais robusta: 60% a 40%.
A força da liderança apareceu também nas ruas e no rádio nesta sexta-feira. No horário eleitoral gratuito, Celina reuniu num só discurso as senadoras eleitas Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, a senadora Damares Alves e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro — e resumiu o recado num único gesto político: “Imagine toda essa força trabalhando no mesmo lado”. É a colinha da direita, a mesma que esta coluna já apresentou aos leitores, agora falando junto, num só palanque, pedindo o voto 22 certinho na urna — depois de muita gente ter errado o dígito no primeiro turno.
A agenda de rua reforçou o discurso de entrega: inauguração de rádio no Sudoeste, visitas a Sobradinho e Sobradinho II, reunião com cartorários no Lago Sul, encontro com lideranças do Entorno e, à noite, o evento “Onda Roxa com a Leoa” em Ceilândia — território que também recebeu Grass, ao lado do presidente Lula, na Feira Central, na mesma manhã.
É justo registrar que Grass não corre atrás do próprio rabo: seu discurso mirou diretamente quem votou branco, nulo ou simplesmente não compareceu às urnas no primeiro turno, além do eleitorado que escolheu Paula Belmonte, Arruda, Kiko Caputo e Ricardo Cappelli. Também repetiu críticas ao escândalo do Banco Master e à crise do BRB — tema que esta coluna já tratou com a atenção que merece. É a tentativa legítima de somar os votos espalhados que ficaram fora da disputa principal. O problema para o PT é que, segundo a própria matemática eleitoral mostrada pela Datafolha, mesmo somando tudo isso, a distância para Celina segue enorme — e crescendo, não diminuindo.
Faltam 16 dias para 25 de outubro. E, pelo menos por enquanto, o Distrito Federal continua falando a mesma língua que falou no primeiro turno.