DATAFOLHA: FLÁVIO 51% X LULA 49% — A CORRIDA ESTÁ NO LIMITE

A pesquisa que muita gente esperava ontem à noite saiu, e ela pede uma conversa franca com o leitor desta coluna. O Datafolha, com coleta entre 13 e 15 de outubro e 2.520 entrevistados, mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos e Lula (PT) com 49%. Nos votos totais, 47% a 45%, com 6% de brancos e nulos e 2% de indecisos. Margem de erro: 2 pontos. O próprio instituto trata como empate técnico.
O detalhe que não dá para esconder: na rodada anterior, de 8 de outubro, Flávio tinha 52% a 48%. A vantagem encolheu de quatro para dois pontos em uma semana. Esta coluna defende Flávio, e justamente por isso não vai maquiar o número. Pesquisa não é placar final, e uma tendência de queda a nove dias da urna é um aviso, não uma sentença.
O que esse dado diz, na prática? Que a eleição será decidida voto a voto. Dois pontos de diferença, com 2% ainda indecisos e 6% pensando em branco ou nulo, são o tamanho de uma abstenção bem distribuída. Quem acha que “já está ganho” e deixa para votar de qualquer jeito, ou resolve ficar em casa no domingo, é o eleitor que pode virar essa conta.
Vale lembrar também o que o primeiro turno ensinou: as pesquisas da véspera apontavam Lula na frente, e as urnas deram Flávio com 47,03% contra 45,16%. Instituto erra, acerta, oscila. A única pesquisa que vale é a de 25 de outubro.
E aqui em Brasília o recado é o mesmo, mesmo com Celina Leão (PP) bem à frente nas pesquisas locais. Hoje ela passou o dia ouvindo o agronegócio no SIA, o setor de ciência e tecnologia no Lago Sul, quiosqueiros e ambulantes, moradores de Santa Maria, Planaltina e Sobradinho. Grass, por sua vez, grava programa, visita comitês em Ceilândia e vai à sabatina da Globo às 18h. Os dois estão na rua. Quem se acomoda, perde.
Faltam nove dias. Converse com a família, com o vizinho, com o colega de trabalho. Leve quem puder. Confira o número na colinha antes de entrar na cabine. Nesta eleição, cada voto tem dono.