FLÁVIO DISPARA NA 1ª PESQUISA DO 2º TURNO: 53% A 47%

A primeira fotografia do segundo turno saiu do forno nesta quarta-feira, e o retrato não é nada parecido com o que a grande mídia tentou vender durante meses.
O instituto PoderData, em parceria com a Aya Bancah, ouviu 3 mil eleitores em 705 municípios dos 27 estados entre os dias 5 e 7 de outubro — margem de erro de 1,8 ponto, registro no TSE sob o número BR-08134/2026. O resultado: Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula (PT). E o dado mais revelador não é o placar atual, é a trajetória: em uma única semana, Lula perdeu 3 pontos e Flávio ganhou outros 3, abrindo a maior vantagem já registrada nesta disputa.
O efeito psicológico já aparece nos números de “quem vai ganhar”: 54% dos entrevistados acreditam na vitória de Flávio — salto de 9 pontos em sete dias —, contra apenas 37% que ainda apostam em Lula, que perdeu 11 pontos nessa percepção no mesmo período. Entre os eleitores que votaram em Flávio no primeiro turno, 92% já se dizem confiantes na vitória. É bom ser justo com os números: a rejeição aos dois segue parecida (43% nunca votariam em Flávio, 46% nunca votariam em Lula), e a avaliação do governo Lula também não ajuda a reverter o quadro — 44% aprovam, 50% desaprovam, e 46% classificam a gestão como ruim ou péssima.
E não foi só nas pesquisas que a reta final mudou de cara. Nesta quarta, o Republicanos anunciou apoio formal a Flávio pela boca do presidente do partido, Marcos Pereira — depois de ter ficado neutro no primeiro turno. No mesmo dia, Novo e a federação União Progressista também declararam apoio. Em menos de 24 horas, três siglas de centro bateram à porta da candidatura de Flávio, num movimento que só reforça o que os números já mostravam: o chamado “centro” do eleitorado está escolhendo lado, e não é o lado que o Planalto esperava.
Há um detalhe histórico que merece registro, com a honestidade que esta coluna sempre teve com seus leitores: desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou em segundo lugar no primeiro turno venceu o segundo. É estatística, não garantia — e campanha boa se faz na rua, não na manchete de pesquisa. Mas depois de um primeiro turno que surpreendeu todo mundo, fica cada vez mais difícil para quem defendia a “vitória tranquila” de Lula continuar repetindo esse discurso com a mesma convicção de antes.
Faltam 17 dias para 25 de outubro. A ficha, para muita gente em Brasília e no resto do país, começou a cair.