TODAS AS PESQUISAS DÃO LULA NA FRENTE. SERÁ MESMO?

A véspera da eleição mais decisiva da história recente do país chegou com um coro só: Datafolha, Quaest e CNT/MDA — todos publicados nesta semana — repetem a mesma cantilena de Lula liderando a corrida, com algo entre 46% e 47,8% das intenções de voto, contra 42% a 45% de Flávio Bolsonaro.
É a história que a grande mídia quer contar há meses. Mas quem anda pelas ruas de Brasília, pelas filas dos comitês e pelas conversas de bairro sabe que a realidade nas ruas tem um cheiro diferente do que sai nas manchetes.
O detalhe que os institutos não escondem, mas também não gritam: 13,5% do eleitorado ainda não decidiu seu voto, ou disse que pode mudar de ideia até a hora de entrar na cabine. Em uma eleição apertada como esta, esse número sozinho é maior do que a margem entre os dois primeiros colocados em praticamente todas as pesquisas publicadas. Pesquisa não vota. Quem vota é o povo, na cabine, sozinho com a própria consciência — longe de qualquer holofote, qualquer pressão, qualquer pesquisador com prancheta.
A verdade é simples e incômoda para quem já comemorava: ninguém, honestamente, sabe o que vai acontecer amanhã. E é exatamente por isso que cada voto importa tanto.
Amanhã, 158 milhões de brasileiros decidem o rumo do país pelos próximos quatro anos. Vá votar. Leve sua família. Converse com seus vizinhos. A democracia não se defende reclamando no sofá — se defende na urna.