Manzoni quer ser o sucessor de Bia Kicis na Câmara.

Entre os nomes do campo conservador que mais cresceram no Distrito Federal nos últimos anos está Thiago Manzoni, hoje deputado distrital e candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL. Advogado, pastor e presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa do DF, Manzoni chega à disputa federal carregando um discurso construído sobre três pilares que ele repete em praticamente todo discurso: família, liberdade e trabalho.
A trajetória de Manzoni ganhou visibilidade nacional por um episódio pouco comum: durante o período em que Jair Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar antes da condenação, Manzoni foi um dos pastores autorizados a visitá-lo para oferecer apoio espiritual e religioso, uma proximidade que hoje sustenta boa parte do discurso de continuidade que ele apresenta ao eleitorado bolsonarista do Distrito Federal.
O lançamento da pré-campanha, em junho deste ano, reuniu cerca de duas mil pessoas num auditório em Brasília, com a presença da governadora Celina Leão, da deputada federal Bia Kicis e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que discursou em apoio direto a Manzoni, descrevendo-o como alguém que “luta pela vida desde a concepção” e defende causas como o combate às drogas e a acessibilidade. O próprio slogan de campanha já assume a comparação: “o sucessor da Bia Kicis”, numa referência direta à hoje senadora que também concorre nesta eleição.
Na Câmara Legislativa do DF, Manzoni já deixou marca própria: é autor da lei que instituiu, em janeiro de 2024, uma data em homenagem ao legado de liberdade de Luiz Gama, advogado abolicionista brasileiro, celebrada todo 5 de setembro. É esse tipo de atuação legislativa concreta que a campanha usa para sustentar a candidatura a Brasília.
Na reta final, Manzoni também tem marcado presença em atos de rua: liderou, em 14 de setembro, uma manifestação na Rodoviária do Plano Piloto pedindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, com direito a megafone e ao bordão “toga sem coroa”. A pauta contra o STF, aliás, segue sendo um dos temas mais explorados pelo candidato em suas redes, onde resume o momento político com frases diretas como “Lula é Moraes, Moraes é Lula”.
Nas redes sociais, onde já soma mais de 160 mil seguidores, Manzoni reforça semana após semana a mesma colinha: ele para a Câmara Federal, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro para o Senado, Flávio Bolsonaro para a Presidência. Um recado direto ao eleitor conservador do Distrito Federal de que seu voto, a exemplo da proposta do próprio Caixeta News, deve seguir coerente do começo ao fim da urna.