Falta um dia: às 22h termina a campanha e começa a hora da consciência

O relógio eleitoral chega à última hora
Hoje é sábado, 24 de outubro. Falta apenas um dia para o segundo turno que definirá o próximo presidente da República. Até as 22h, candidatas, candidatos, partidos e coligações ainda podem fazer campanha dentro das regras: usar alto-falantes e amplificadores, distribuir material gráfico e realizar caminhada, carreata ou passeata. Depois desse horário, começa o silêncio eleitoral.
A partir das 22h, ficam proibidos o uso de som de campanha, a distribuição de material gráfico e os atos de rua acompanhados de mensagens ou jingles de candidatos. A legislação também veda a boca de urna e a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de propaganda eleitoral na internet, conforme as regras do TSE.
A última noite de campanha, portanto, não é licença para vale-tudo. É o limite para que o eleitor escute, compare e decida. Depois, a palavra passa para a urna.
A escolha que não pode ser terceirizada
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputam o segundo turno presidencial. Para quem defende um governo de direita, este é o momento de transformar valores em decisão: família, segurança, liberdade, trabalho, responsabilidade fiscal, respeito à propriedade e autoridade das instituições.
Mas voto consciente não é voto conduzido por grito de guerra. É o voto de quem leu, comparou e sabe o que está escolhendo. A direita pode chegar ao poder pelas urnas, mas só terá legitimidade duradoura se chegar com participação popular, respeito às regras e compromisso com a verdade.
O erro comum deste sábado é acreditar que uma pesquisa ou um vídeo viral já decidiu a eleição. Não decidiu. O eleitor que ainda está indeciso continua sendo decisivo, e o eleitor que já escolheu ainda precisa comparecer.
Segurança reforçada para o segundo turno
O Tribunal Superior Eleitoral informou que cerca de 25 mil militares das Forças Armadas atuarão no segundo turno para apoiar a Justiça Eleitoral. A mobilização busca reforçar a segurança e garantir o funcionamento da votação e da apuração em municípios autorizados.
A presença das forças de segurança não é motivo para medo. É parte da preparação institucional para que o eleitor possa votar com tranquilidade. A democracia não depende apenas do discurso dos candidatos: depende também de logística, fiscalização, mesários, urnas, transmissão e apuração.
Como votar neste domingo
A votação será neste domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. O eleitor deve consultar o local de votação previamente no site do TSE ou no aplicativo e-Título.
No Distrito Federal e nos demais estados que também terão segundo turno para governador, a ordem de votação será primeiro para governador e depois para presidente. Leve uma colinha em papel com os números escolhidos. É proibido entrar com celular na cabine de votação.
O eleitor pode manifestar sua preferência de forma individual e silenciosa, mas não pode fazer boca de urna, distribuir propaganda ou tentar convencer outros eleitores dentro da seção. O voto é secreto e ninguém tem o direito de exigir uma fotografia ou uma prova da escolha.
O que muda depois das 22h
O fim da campanha não significa que o cidadão precise abandonar a informação. Significa que a propaganda eleitoral deve parar. O eleitor pode consultar propostas, ler notícias, verificar o local de votação e acompanhar as orientações oficiais da Justiça Eleitoral.
Também é preciso cuidado com conteúdos produzidos por inteligência artificial. Segundo a Agência Brasil, até 24 horas depois do fim da eleição ficam vedadas a publicação e a republicação de novos conteúdos produzidos ou alterados por IA ou tecnologia equivalente que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.
Compartilhar conteúdo falso na véspera não é patriotismo. É irresponsabilidade. Quem quer um Brasil mais livre deve começar respeitando a liberdade de escolha do outro.
A direita precisa estar presente
A eleição de amanhã não será decidida por quem faz mais barulho hoje. Será decidida por quem comparece, vota e aceita a responsabilidade de cobrar depois.
Para o eleitor de direita, a orientação é simples: participe até o limite legal, converse com respeito, ajude familiares a consultar o local de votação e não permita que a desinformação substitua o debate. A mudança que muitos brasileiros desejam não pode depender de violência nem de atalho institucional. Ela precisa nascer do voto.
Hoje, até as 22h, ainda é tempo de campanha. Depois das 22h, é tempo de silêncio. Amanhã, é tempo de decisão.
Falta um dia. O Brasil não precisa de mais gritos. Precisa de cidadãos presentes, conscientes e livres para escolher.